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Festa de Natal transforma hospital em ambiente de muita descontração
O Papai Noel distribuiu presentes a cerca de 250 crianças e adolescentes do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (ITACI), em Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

O Papai Noel distribuiu presentes a cerca de 250 crianças e adolescentes do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. A festa teve palhaços, mágicos e os super-heróis Batman e Mulher- -Maravilha, que reinam no imaginário infantil. O evento ocorreu na tarde de quarta-feira, 14, no 3º andar do hospital, decorado com balões e arcos de bexigas coloridos. Com muita brincadeira e distribuição de pipoca, refrigerante, cachorro-quente e algodão-doce aos pacientes e familiares, o espaço nem parecia um ambiente hospitalar. Construída a partir de parceria entre a Fundação Criança e a Fundação Oncocentro de São Paulo, a unidade é uma extensão do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O Itaci é uma instituição pública que iniciou suas atividades em 2002 e oferece tratamento gratuito a crianças e adolescentes com câncer e outras doenças hematológicas ou raras, até 19 anos de idade.
Tradição Referência na área de oncologia pediátrica no Brasil, realizou, em seu ambulatório, no ano passado, mais de 16 mil consultas médicas e 17 mil multiprofissionais, além de aproximadamente 5,5 mil quimioterapias e 40 transplantes de medula óssea. Atualmente, cerca de 1,5 mil pacientes estão em tratamento na unidade de saúde. Realizada desde 2006, a festa de Natal do Itaci já virou tradição. “Esse evento é importante para os nossos pacientes porque o tratamento oncológico é difícil. Hoje, é o momento em que elas têm oportunidade de brincar e ganhar presentes do Papai Noel”, afirma a coordenadora administrativa da instituição, Kátia Regina de Oliveira. Por intermédio da Fundação Criança, diversos parceiros e voluntários organizaram e custearam toda a programação do evento. Brincadeiras Vinícius Alves Marques, 2 anos de idade, internado há um mês para tratamento de leucemia, recebeu autorização da equipe médica para participar da festa, com acompanhamento de uma equipe de enfermagem. “Essa comemoração é uma felicidade para nós. As crianças internadas ficam muito presas e a festa possibilita elevar a autoestima delas e dos pais”, diz Viviane Alves da Costa Marques, 24 anos, dona de casa, residente no Jardim Colombo, zona oeste. “Tenho muita gratidão pelo Itaci, que nos oferece esse momento alegre”, comenta a mãe de Vinícius. O garoto brincou com o Batman e ainda caiu nas graças de um palhaço com perna de pau. Identificado o doador de medula óssea compatível, em breve Vinícius passará pelo transplante. Dezenas de crianças encantaram-se com as brincadeiras de balão. Um instrutor convocava a garotada para chacoa lhá-lo com movimentos que simulavam tubarão, tempestade, ventania, cabana, entre outros. A ideia era estimular a coordenação motora e o trabalho em equipe. Vitor Felipe Oliveira, 4 anos, adorou o entretenimento. Ele é irmão de Thawane Felipe Oliveira, 14 anos, que recebeu transplante de medula no Itaci e segue com retornos médicos frequentes. “Todo ano trago meus filhos nessa festa porque eles se divertem bastante. Para mim, é difícil pagar para participar de um evento como esse”, argumenta a mãe Claudivânia Felipe dos Santos Oliveira, 40 anos, que reside em Itaquera, zona leste. Doação No decorrer do ano, o Itaci oferece aos seus pequenos pacientes uma série de atividades lúdicas. Por esse motivo, Rafaela Vitória de Souza Silva, 9 anos, que trata doença rara, vai ao hospital com disposição, relata a mãe Denise de Souza Silva, digitadora, de 38 anos. “Aqui, a Rafaela não se sente doente. A festa não ajuda somente ela, mas, sim, todas as crianças atendidas”, diz a mãe, que reside no Campo Limpo Paulista, na zona sul. Denise explica que o tema câncer e suas consequências (como a queda de cabelos, por causa da quimioterapia) estão tão presentes na vida de Rafaela que a menina quer deixar o cabelo crescer, cortá-lo e doá-lo a uma criança que precisar. O personagem Batman é representado pelo professor de história e inglês Leandro Gatti, 40 anos, da Vila Anglo-Brasileira, zona oeste. “O Batman tem empatia com as crianças porque se inspira na figura do herói. A mãe e o pai representam esse herói para os filhos, mas existe uma carência de outros heróis na sociedade. A criança fica des- lumbrada com a presença do homem-morcego, isso não tem preço”, avalia. O professor diz que foi convidado pelo Rotary Club de São Paulo para participar da ação pela primeira vez há dois anos. Integrante do projeto Eu Tenho a Força, em 2014 ele atuou como homem-aranha e, no ano seguinte, como Capitão América. Sua expectativa é que o trabalho voluntário inspire esses pacientes para que, futuramente, também descubram o prazer da doação.
Viviane Gomes Imprensa Oficial Conteúdo Editorial





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